escrita a partir de um encontro matinal

de um encontro matinal entre lisboa e são paulo, de afetos outrora nascidos e continuados: escadas.

sem início ou fim, o subir e descer se fazem na direção escolhida no presente momento. em sua dimensão física e num uso funcional, leva de um lugar a outro. ele passa, diz boa tarde. ela passa, pede licença, outro, uma respiração ofegante. a escadaria entre a rua rifaina e a novo mundo é comprida, um bocado infinita e por agora, há um ponto na qual certa confusão acontece. uma ruptura, uma espécie de abismo, espaço de descontinuidade (dos degraus que seguem um após o outro quase que numa certeza). não se sabe ao que vêm. e instiga.

ouvir os que passam ao lado, acima, abaixo, por todo lado. as laterais da escadaria contam com portas e portões das casas que ali existem. entradas e saídas, porta preta, uma azul de madeira descamada, de cimento, portãozinho baixo que dá em dois degraus e uma porta. entre tantas, a casa 66 avança e nos encontra.

a lateral está bem viva e expande, desloca a estreiteza física à largura intensiva.

(amaranta)

(foto: ana dias)

Sobre pedras2012

O Pedras d'Água é uma iniciativa do c-e-m centro em movimento (Lisboa -Portugal). Esta plataforma on line é um espaço para compartilhar a trajetória de todo o Programa Pedras d'Água '12, transitando entre documentações, imagens, escritos e outras formas que contemplamos para irmos levantando voo até planar sobre as criações e comunicações artísticas e outros acontecimentos que tomam corpo no Festival Pedras d'Água. em Julho próximo.